Arquivo de abril

O retorno da Realidade

Posted in Comentarios with tags , , , on Junho 4, 2010 by locupletado

A Editora Abril relançou a edição especial Mulher, da revista Realidade, que foi censurada pela Justiça em 1967, durante o regime militar. A revista já está nas bancas e traz, além das 120 páginas do conteúdo original, um suplemento sobre a importância da publicação na formação do jornalismo brasileiro, com matérias sobre a censura no Brasil e a vida da mulher brasileira em 1967 e 2010.

A revista abordou temas delicados para a época, como aborto, separação, mães solteiras e virgindade. Ela chegou a circular, mas por ordem judicial foi apreendia e acusada de ser obscena.

A edição especial de Realidade custa R$ 20 e em algumas praças pode ser comprada junto com o especial Mulher da Veja.

Reprodução capa da edição apreendida em 1967

Histórico de Realidade

Realidade foi uma revista brasileira lançada em 1966 pela Editora Abril. Era caracterizada por uma abordagem mais criativa e ousada, com matérias em primeira pessoa, fotos que deixavam perceber a existência do fotógrafo e design gráfico pouco tradicional. Possuía marcas do New Journalism, movimento que surgiu nos EUA com Truman Capote, Tom Wolfe, Gay Talese, entre outros. A revista circulou até Janeiro de 1976 e se destacava por deixar o repórter viver a matéria por um mês ou mais até a publicação.

Mesmo com um curto período de vida, Realidade foi um divisor de águas na imprensa brasileira, rompeu com todos os padrões estruturais, aboliu o jornalismo tradicional questionando o que não era questionado, dizendo o que não era dito de maneira sutil capaz de fazer o público ler entre as entrelinhas e raciocinar por si próprio. Fazendo o oposto da imprensa tradicional que apenas publicava noticias baseados em senso comum, enquanto em Realidade eram publicadas denuncias que geravam mobilização social.

Porque 1º de abril é o dia da mentira?

Posted in Comentarios with tags , , , on Abril 1, 2010 by locupletado

Quem dá a resposta é a MundoEstranho:

A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano- novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo.