Arquivo de Abril, 2010

Lei de anistia e a tortura

Posted in Comentarios with tags , , on Abril 30, 2010 by locupletado

Abaixo segue um link para um documentário pouco visto no Brasil. Em 1970, depois do sequestro do embaixador suiço no Brasil, 70 prisioneiros políticos foram soltos e enviados ao Chile. Saul Landau e HaskellWexler estavam no Chile para gravar um outro documentário e “deram de cara” com os recém deportados brasileiros. O encontro gerou esse documentário com entrevistas em 1ª mão falando sobre a tortura durante a ditadura. Inclusive com encenações dos “procedimentos” adotados pelos militares. O link:

http://www.linktv.org/programs/brazil-a-report-on-torture

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A quem interessa controlar a internet?

Posted in Comentarios with tags , , on Abril 29, 2010 by locupletado

Artigo publicado na Folha de São Paulo pelo presidente da Associação Brasileira de Internet:

NA ÉPOCA da privatização da telefonia, a comunicação dependia de linhas que, de tão caras, eram declaradas em Imposto de Renda. Ninguém imaginava que, hoje, as chamadas seriam via internet, muito menos que o cidadão viria a ter voz ativa na rede ou poderia aprender à distância, por meio de simples cliques.

Essa mudança dos hábitos dos brasileiros, embora benéfica, não é simpática às empresas tradicionais de telefonia, acostumadas que estão a operar no Brasil sem concorrência. Há, por exemplo, uma movimentação dessas empresas para que sejam tratados de forma unificada e mantidos em única estrutura, verticalizada, sob seu controle, os dois serviços hoje distintos para o acesso à internet.

São eles o serviço de conexão, chamado SVA (serviço de valor adicionado), prestado por provedores que, dentre outras utilidades, promovem a segurança na rede e disponibilizam serviços como e-mail, blogs, fotoblogs e chats e, de outro lado, o serviço de telecomunicações, a banda larga, prestado pelos detentores da infraestrutura de telefonia, que promove o acesso “físico” à rede.

É perceptível o objetivo dessa estratégia: garantir às telefônicas, que, não por acaso, lideram os rankings de reclamações de consumidores, o controle pleno do acesso à internet.

E esse movimento dá continuidade à falsa propaganda sobre a “desnecessidade de provedor”. Mas provedor é sempre necessário, pois tudo que não é o “meio” de telecomunicações é SVA, inclusive serviços de endereçamento lógico (e não físico) dos bites e os que permitem a correta e segura movimentação das informações na rede, além de outros ligados às demandas da era digital.

Na época da internet discada, os serviços necessários ao acesso eram claramente identificáveis, não se cogitando essa falsa confusão entre o SVA, prestado pelos provedores, e o serviço de telefonia. Hoje, na era da alta velocidade, as telefônicas não só exigem o consumo casado do serviço de banda larga com o de voz como também impuseram aos provedores contratos de adesão para o aluguel “forçado” de alguns dos principais serviços para a conexão à nuvem, justamente buscando um controle maior dos serviços relacionados ao acesso à internet.

O que não está acontecendo, mas deveria, é a transparente classificação e cobrança de cada serviço, ainda que ofertado em “combos”. Não é demais relembrar: não existe serviço “grátis”. A conta sempre aparece, em um ou em outro lugar. A questão é muito simples: o internauta tem ou não o direito de escolher quem faz o quê com sua navegação, seus dados e informações e decidir quanto quer pagar por esses serviços?

Cabe também perguntar quem tem incentivos econômicos para prestar um SVA eficiente: as telefônicas, monopolistas, ou os provedores independentes, que operam em livre concorrência no mercado?

A resposta é óbvia: mais concorrência tende a melhor qualidade. Ademais, o foco das empresas de telefonia é (ou pelo menos deveria ser) investir na qualidade das redes, e não “abocanhar” outros serviços. O que se pretende com essa estratégia, portanto, é que não mais exista a figura dos provedor independente -hoje são mais de 1.700, que geram mais de 200 mil empregos diretos e indiretos- e que as telefônicas possam ser as únicas a fornecer os serviços necessários ao acesso à internet.

Permitirá a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que todos esses serviços sejam prestados unicamente pelas telefônicas, que hoje colocam o Brasil entre os piores países em qualidade da banda larga, e que sejam erradicadas as sementes da concorrência na era digital?

Nosso legislador havia optado por excluir das telecomunicações o SVA.
Faz sentido: estudos como os do Massachusetts Institute of Technology concluíram ser determinante, para a proliferação da internet, a segregação adequada dos serviços, para dinamizar a participação em serviços de alto potencial de desenvolvimento -evitando assim o oligopólio-, além de minimizar os malefícios da falta de incentivo à inovação e desrespeito ao consumidor.Eventual revisão da legislação deve servir para retrocedermos?

O que está em jogo é a liberdade de acesso satisfatório ao conteúdo gerado na rede mundial de computadores. É permitir que se troquem dados e informações, sem discriminação pelas empresas de telefonia.Por isso, é fundamental que não se alterem as normas que hoje permitem a coexistência dos dois serviços. A sociedade merece respeito.

Os 10 domínios mais antigos da internet

Posted in Comentarios with tags , , on Abril 28, 2010 by locupletado

20 anos antes que o google começasse a se popularizar, a IBM, Siemens, Boeing já registravam seus domínios no mundo virtual. Na época, por volta de 1985, a calculadora era o computador mais potente a ocupar a casa das famílias de classe média. Os inventores do Twitter talvez ainda estivessem na mamadeira…

Bom, os dez domínios mais antigos da internet  estão abaixo: (para ver a lista completa dos 100 mais idosos vizinhos do “ponto com” clique no link mais embaixo)

1.    15 Mar 1985     Symbolics.com
2.    24 Apr 1985     BBN.com
3.    24 May 1985     Think.com
4.    11 Jul 1985     MCC.com
5.    30 Sep 1985     DEC.com
6.    07 Nov 1985     Northrop.com
7.    09 Jan 1986     Xerox.com
8.    17 Jan 1986     SRI.com
9.    03 Mar 1986     HP.com
10.    05 Mar 1986     Bellcore.com

https://www.iwhois.com/oldest/

Como se portar durante o hino nacional

Posted in Comentarios with tags , , , , on Abril 28, 2010 by locupletado

Há 2.472 propostas na fila dos plenários da Câmara e Senado à espera de votação. 96% foram feitas por parlamentares, de acordo com levantamento do Congresso em Foco.

Há todo tipo de ideias, das relevantes para a população às que soam pitorescas, como o projeto do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que quer obrigar, com detalhes, a postura dos civis que participarem de solenidades acompanhadas pelos acordes de “Ouviram do Ipiranga”. Ele quer lei definindo que, durante a execução do Hino Nacional, as pessoas adotem  “atitude de respeito”, “fiquem de pé”, silenciosamente, com a mão direita “espalmada, dedos unidos” sobre o peito “até os acordes finais” do Hino Nacional. O projeto de Bolsonaro não estabelece a pena que seria imposta a quem, por exemplo, como é comum, ficasse de pé em posição de sentido ou com as mãos unidas à frente ou atrás. Ou mais grave: qual seria a pena para quem ficasse sentado? Ou conversando?

Na justificativa, Bolsonaro afirma que o PL 4562/98, que aguarda votação desde novembro de 2001 no plenário, beneficiará as necessárias demonstrações de civismo e patriotismo da população. Em seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça, o Bispo Rodrigues (PL-RJ) pede a rejeição da matéria. “O texto de uma lei só piora quando passa a traçar descrições”, afirma ele.

Nem tudo o que tramita na Câmara, porém, é bobagem ou de execução quase impossível. Há também propostas relevantes e outras que, ainda que polêmicas, merecem ser discutidas e dividem opiniões. Caso da proposta que quer reduzir a jornada semanal máxima de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas. A proposta está no plenário da Câmara desde junho de 2009. Criada pelo então deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE) em 1995, a Proposta de Emenda à Constituição sofre forte resistência do empresariado.

Congresso em Foco

100 Bibliotecas virtuais

Posted in Comentarios with tags , , , on Abril 26, 2010 by locupletado

Quem tiver um tempo livre e não se incomodar de gastá-lo longe do Orkut, Facebook…ou seja que for. Vale a pena dar uma olhada no link abaixo que contem uma lista de 100 links para bibliotecas do mundo todo(inclusive Harvard, Yale). É muito conteudo disponível gratuitamente.

Só para citar um exemplo: na biblioteca virtual de Harvard é possível conhecer um pouco sobre a expedição de um certo Jacques Burkhardt(nunca ouvi falar), que veio a Brasil em 1865 explorar rincões do país. Há fotos, trechos de diário, desenhos, correspondência trocadas pelo artista(Burkhardt foi um artista).

O link para as 100 bibliotecas virtuais:

http://maryandmacdesign.wordpress.com/2009/09/22/100-extensive-university-libraries-from-around-the-world-that-anyone-can-access/

E abaixo o diário digitalizado de James Willians que esteve na expedição de 1865 juntamente com Burkhardt( a partir da página 8 do diário é possível entender alguma coisa…..o americano está começando a aprender português…):

http://pds.lib.harvard.edu/pds/view/5419040?n=3&imagesize=1200&jp2Res=.25

1.000 melhores filmes

Posted in Comentarios with tags , , on Abril 26, 2010 by locupletado

Para os fãs de cinema vale a pena dar uma olhada na lista dos 1.000 melhores filmes, selecionado pelo NY Times. Nenhum filme da Xuxa apareceu na lista. Uma pena.

O link para a lista completa:

http://www.nytimes.com/ref/movies/1000best.html

Uma tribo, um som(bem ruim por sinal)

Posted in Comentarios with tags , , , , on Abril 22, 2010 by locupletado

A medida que a Terra se torna mais e mais uma aldeia global, como dizia Marshall Mcluhan, nós estamos voltando a ter costumes de uma tribo.

Tome a música como exemplo. O que não para de tocar nessas rádios pop? Quais são os maiores sucessos hoje no mundo? Não seria aquelas músicas tecno, batidas, algumas nem sequer tem letras apenas uns resmungos. Outra uma mulher fica dizendo o nome de um monte de cidades: Paris, Tókio, Miami, New York,….

 Essas “canções” lembram muito aqueles sons de tribos indígenas ou africanas, não?!