Godard

Posted in Comentarios with tags , , , on Junho 18, 2010 by locupletado

Quando a Mônica do Eduardo, ambos criações de Renato Russo, ia assistir um filme do Godard, eu sempre ficava imaginando quem era esse, pelo menos durante minha infância e adolescencia. Pouco antes da faculdade conheci melhor quem Jean Luc Godard era. Aprendi que ele foi um dos principais cineasta do movimento cinematográfico francês conhecido como Nouvelle Vague. Nessas linhas me em  dizer isso. Caso deseje conhecer mais de Godard é possível assistir todos os seus filmes no link abaixo:

http://trixxx.com.br/?p=4710

Palavra para Graciliano Ramos

Posted in Comentarios with tags , , , , on Junho 18, 2010 by locupletado

Graciliano Ramos é um dos meus escritores prediletos. Vidas Secas  e mais particularmente o capítulo sobre a morte de Baleia é talvez a mais bem acertada sequência de frases e parágrafos que li em minha vida. Quase chorei. Bom veja o que o Graciliano “filosofou” sobre o ato de escrever:

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso: a palavra foi feita para dizer.”

Ateu na corda bamba

Posted in Comentarios with tags , , , , on Junho 8, 2010 by locupletado

Christopher Hicthens é um dos maiores defensores do ateísmo no mundo. Escreve livros combatendo religiões. Recentemente publicou um livro de memórias. No último domingo a revista dominical do New York Times publicou uma entrevista com o famoso ateu. Chega a dar dó do incrédulo. Leia na integra(abaixo) – desculpe por qualquer erro na tradução, usei o google tradutor e depois tentei melhorar um pouco a gramática.

 

Como um crítico britânico-americana ensaísta, e para todos os fins-iconoclasta, você é conhecido como uma das vozes que define o novo ateísmo. Mas o seu livro de memórias recém-publicado, “Hitch-22,” é na verdade um exercício de adoração – culto do herói masculino. É justo dizer que você olha para o romancista britânico Martin Amis, como o Messias?   Não, pelo contrário. É exatamente isso que nos faria vomitar. A confiança não é a mesma coisa que fé. Um amigo é alguém que você confia. Colocar a fé em alguém é um erro.

No entanto, parece que você colocou sua fé inabalável em seus amigos masculinos, incluindo Salman Rushdie e o poeta James Fenton, que recebem capítulos próprios, enquanto suas duas esposas e três filhos são quase completamente ignorado.
O livro é um livro de memórias. Não é uma autobiografia.

O que você quis sugerir, incluindo os detalhes sobre o seu relacionamento há muito tempo com dois homens que se tornaram parte da administração de Margaret Thatcher?
Ainda existem pessoas que querem criminalizar a homossexualidade uma forma ou de outra, e eu pensei que poderia ser útil se mais homens heterossexuais admitem que são um pouco gay, como todos, e que a homossexualidade é uma forma de amor, e não apenas sexo .

Nem todo mundo é “um pouco gay”, como você diz. Acha que a sua confusão de base sexual reflete suas confusões políticas?
Não, eu não chamaria isso de confusão. Eu chamo de consistência pontuada. Eu argumento no livro que os meus princípios são os mesmos sempre.

Você é um polemista com sede em Washington, que escreveu em apoio à guerra no Iraque, mas que anteriormente era um auto-descrito socialista com uma coluna no The Nation. Por que você se vê como consistente?
Eu ainda acho que sou um marxista em muitas maneiras. Acho que a concepção materialista da história é válida. Eu me considero um conservador muito marxista.

A pessoa mais memorável em seu novo livro é provavelmente sua mãe, Yvonne, uma modista britânica cuja identidade judaica permaneceu em segredo até mesmo para seu marido após sua morte. Porque você acha que ela criou você como um cristão praticante?
Minha mãe tinha resolvido proteger o meu irmão e eu de passar por um tempo difícil, quando estávamos crescendo.

O que isso diz sobre a Inglaterra?
Nada muito terrível, na minha opinião. Na Grã-Bretanha, não é demasiado terrível ser judeu. A sociedade britânica tem sido extremamente mais hospitaleira do que a Rússia, Alemanha, Polónia ou França.

Sua mãe cometeu suicídio, em um pacto com um amante, em 1973. Ela sofreu de depressão ao longo da vida?
Não. Eu acho que ela estava tendo um menopausa ruim, e ela estava perdendo a sua aparência, que foram bastante impressionantes.

A menopausa dificilmente é uma explicação para o suicídio. Você acha que o desconforto de sua mãe com a religião empurrou você quer conscientemente ou não a se tornar um campeão do ateísmo?
Não há absolutamente nenhuma conexão rastreável entre o judaísmo de Yvonne e minha precoce e continuada incapacidade de considerar outros primatas como divinos ou como mamíferos mensageiros da vontade divina. O fracasso é inato em mim.

Por que você escolheu escrever um livro de memórias?
Suponho que o efeito de tornar-se 60 em mim era mais forte do que eu pensava que ia ser. Eu levei isso muito fortemente e comecei a rever a minha vida muito mais do que antes.

Você escreveu o livro por dinheiro?
Claro, eu faço tudo por dinheiro. Dr. Johnson está correto quando diz que só um tolo escreve para nada, além de dinheiro. Seria útil para mim manter um diário, mas eu não gosto de escrever sem ser remunerado. Eu não gosto de escrever cheques sem ser pago.

Eu confio que você responde o e-mail de seus amigos sem exigir custo.
Eu não cheguei ao ponto de cobrar por telefonemas e e-mails, mas estou trabalhando nisso. Isso seria a definição de felicidade para mim. O que eu estou esperando é obter um número de 900, para que eu possa dizer a todos meus amigos, “Chame-me de volta no meu número 900: 1-900-HITCH22.” Eu posso falar por muito tempo.

Mas quem iria querer ouvir?
Esse seria o teste do número 900.

O retorno da Realidade

Posted in Comentarios with tags , , , on Junho 4, 2010 by locupletado

A Editora Abril relançou a edição especial Mulher, da revista Realidade, que foi censurada pela Justiça em 1967, durante o regime militar. A revista já está nas bancas e traz, além das 120 páginas do conteúdo original, um suplemento sobre a importância da publicação na formação do jornalismo brasileiro, com matérias sobre a censura no Brasil e a vida da mulher brasileira em 1967 e 2010.

A revista abordou temas delicados para a época, como aborto, separação, mães solteiras e virgindade. Ela chegou a circular, mas por ordem judicial foi apreendia e acusada de ser obscena.

A edição especial de Realidade custa R$ 20 e em algumas praças pode ser comprada junto com o especial Mulher da Veja.

Reprodução capa da edição apreendida em 1967

Histórico de Realidade

Realidade foi uma revista brasileira lançada em 1966 pela Editora Abril. Era caracterizada por uma abordagem mais criativa e ousada, com matérias em primeira pessoa, fotos que deixavam perceber a existência do fotógrafo e design gráfico pouco tradicional. Possuía marcas do New Journalism, movimento que surgiu nos EUA com Truman Capote, Tom Wolfe, Gay Talese, entre outros. A revista circulou até Janeiro de 1976 e se destacava por deixar o repórter viver a matéria por um mês ou mais até a publicação.

Mesmo com um curto período de vida, Realidade foi um divisor de águas na imprensa brasileira, rompeu com todos os padrões estruturais, aboliu o jornalismo tradicional questionando o que não era questionado, dizendo o que não era dito de maneira sutil capaz de fazer o público ler entre as entrelinhas e raciocinar por si próprio. Fazendo o oposto da imprensa tradicional que apenas publicava noticias baseados em senso comum, enquanto em Realidade eram publicadas denuncias que geravam mobilização social.

Por que vou a Gaza

Posted in Comentarios with tags , , , , on Maio 31, 2010 by locupletado

A brasileira Iara Lee, cineasta e ativista social, era uma das integrantes da “Flotilha da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que foi atacado por Israel na madrugada dessa segunda-feira (31/5). Ainda não há informações sobre seu paradeiro.

Abaixo, um texto escrito por Iara pouco antes da viagem.

Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.

 Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.

 O cerco à Faixa de Gaza pelo governo israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas, cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.

 O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”

 Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável.

 Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também. Anteriormente, alguns barcos que tentaram levar abastecimentos a Gaza foram violentamente assediados pelas forças israelenses. Dia 30 de dezembro de 2008 o navio ‘Dignity’ carregava cirurgiões voluntários e três toneladas de suprimentos médicos quando foi atacado sem aviso prévio por um navio israelense que o atacou três vezes a aproximadamente 90 milhas da costa de Gaza. Passageiros e tripulantes ficaram aterrorizados, enquanto seu navio enchia fazia água e tropas israelenses ameaçavam com novos disparos.

 Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise.

 Com a partida dos nossos navios, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy mandou uma carta de apoio aos palestinos para o governo de Israel. “Eu me considero um amigo de Israel e simpatizante do povo judeu” escreveu, acrescentando: “mas por este meio, e também no Senado, expresso minha simpatia a este movimento completamente pacífico…Os oito navios do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre) levarão comida, roupas, materiais de construção e a solidariedade de povos de várias nações, para que os palestinos possam reconstruir suas casas e criar um futuro novo, justo e unido.”

 Seguindo este exemplo, funcionários públicos e outros civis devem exigir que sejam abertos canais humanitários a Gaza, que as pessoas recebam comida e suprimentos médicos, e que Israel faça um maior esforço para proteger inocentes. Enquanto eu esteja motivada a ponto de me integrar à viagem humanitária, reconheço que muitos não têm condições de fazer o mesmo. Felizmente, é possível colaborar sem ter que embarcar em um navio. Nós todos simplesmente temos que aumentar nossas vozes em protesto contra esta vergonhosa violação dos direitos humanos. (do Opera Mundi) – ARTIGO RETIRADO DO BRASIL DE FATO

Jornalismo – novos tempos

Posted in Comentarios on Maio 21, 2010 by locupletado

Jornalismo está mudando e a cada dia se confunde mais com marketing. Uma longa matéria publicada na revista dominical do New York Times, comprova isso. Já existem sites noticiosos, nos EUA, especializados em publicar matérias baseadas em dados de sites de busca.

Por exemplo: há uma grande quantidade de pesquisas no google pela mãe de Dilma Rousseff. Pronto, esse veículo, que sobrevive de vários escritores que trabalham em casa publica uma notícia sobre isso.

Tudo para atrair o máximo possível de cliques em anúncios colocados ao redor da notícia. Alguns sites estão conseguindo sobreviver disso. No entanto a matéria deixa claro o que é mais buscado na internet. Sexo.

A matéria mais lida do site Globalpost por exemplo é “A primeira estrela porno da Índia”. Os responsáveis por esse site inclusive estudam a idéia de cobrar assinaturas não pelo seu conteúdo mas seu jornalistas. Ou seja, você escolhe um escritor preferido e paga para ter acesso ao material feito por ele. Com essa assinatura você pode de certa forma participar da reunião de pauta e votar qual conteúdo deseja ver apurado.

Os tempos são outros, mas os produtores de notícia não podem apenas se preocupar em dar aquilo que o público deseja. Senão tudo se resumirá numa grande novela das 8.

Copa do mundo é nossa

Posted in Comentarios with tags , , , , , , , , on Maio 11, 2010 by locupletado

Tem gente que vai assistir a Copa no cinema, em 3D. Verdade: 25 salas de cinema do país vão passar jogos da seleção ao vivo e em 3 dimensões. Não vai ter ganso, pato, muito menos graveto(neymar), tudo para que as pessoas não confundam com desenhos da Disney.

 Já basta o simpático Galvão e o Dunga, não o da Branca de Neve. O técnico e os 23 camaradas, em quem ele, a Nike, CBF, Guaraná….etc….etc…..e o sofrido povo brasileiro apostam as fichas para trazerem o hexa.

 Existem apenas dois jogadores que mereciam uma chance na amarelinha e foram deixados de lado por Dunga. Esquece Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Vitor, Adriano….os deixados de lado são:  Robert do Palmeiras e Souza do Corinthians. Dois atletas injustiçados pela mídia brasileira.

 Deixando de lado a brincadeira, acredito que alguns verão o técnico da seleção e sua turma, a maioria já com seus 30 anos nas costas, levantarem a taça da Copa em 3D. Sim, o Brasil vai ser campeão mundial esse ano. Não porque o Dunga acertou na convocação, muito menos pela condição das outras seleções. Vou logo dizer que a sua torcida também não fará diferença. O Brasil vai ser campeão esse ano pelo simples fato de eu achar que ele vai ser campeão. E olha que nem para isso vou torcer…